Será que posso ser responsável daquilo que não sei? Será que os impactos menos bons do que faço sem consciência me podem ser imputados? Neste mundo, claro que sim; no outro, não sei.

Diz-se que o Caminho é um e que tanto faz: posso caminhar de dia ou posso caminhar de noite; posso usar o meu lado mais nobre ou o meu lado mais vil; posso tomar mais atenção ou ignorar o que se passa. Nada disto terá importância porque o que preciso será sempre colocado no meu caminho.

O que faço com o que está aí?

A resposta é sempre a mesma: abraçar.

Essa é a forma de a consciência mudar, de ver mais longe, de perceber um pouco mais, de ir mais além.

O físico é apenas isso: físico. Corpo, matéria. Dinheiro, crise. Horizontes curtos, limitações.

A consciência dessas limitações, a dor que isso me provoca, a rejeição que surge e que tenho que fazer esforço para perceber que não me serve, o trabalho que me dá a aceitação do que não posso modificar... isso é o Caminho. Esse torcer do meu Interior, o estender os músculos do meu Eu, alongar e puxar cada tendão do meu Âmago...

Ah pois, a minha Alma a ficar mais musculada!

publicado por an-dando às 21:55