Hoje de nada me serve a habitual rigidez.

Não me é útil o preconceito, a obrigatoriedade,

O ter que.

 

Vergar-me perante a realidade

Simplesmente não funciona.

 

Não posso mais violentar-me.

 

O processo é integrar, digerir, abrir.

 

A dura carcaça jaz no chão

Feita em pedaços.

 

A descoberta do novo formato,

Do novo corpo, da nova dimensão

Está em marcha.

 

Em vez da dureza, o carinho.

Em vez da pressa, o tempo.

Em vez do amordaçar, libertar.

Em vez de controlar, entregar.

publicado por an-dando às 23:49